quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Rio invade pista e BR-040 é interditada em Três Rios

Por André Luiz

A BR-040 foi interditada na cidade de Três Rios no estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (12), perto da divisa com Minas Gerais. Houve uma enchente que atingiu a rodovia na altura do KM 24 (Alberto Torres) e uma ponte foi interditada, por risco de desabamento. Houve aumento do volume da água do Rio Piabanha na região. O rio corre muito próximo das margens da rodovia.


A Defesa Civil esteve no local e não há previsão para reabertura da rodovia no trecho. Quem sai do Rio de Janeiro em direção a Minas, deve desviar por Volta Redonda, antes de chegar a Três Rios, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.

domingo, 12 de setembro de 2010

Terminal Pesqueiro da Ilha causa polêmica

Por Rafaela Torres




A construção do Terminal pesqueiro da Ilha do Governador já causa grande polêmica, entre os moradores da Ilha do Governador, e em todo o Estado do Rio de Janeiro. A instalação causará sérios impactos ambientais, econômicos, e sociais na cidade e no Estado, além de ser um fator de enorme risco para os passageiros e funcionários do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).



Ricardo Neves, morador da Ilha do Governador, junto a outros moradores, farão uma grande mobilização pela cidade, para que todos apóiem a NÃO CONSTRUÇÃO DO PÓLO PESQUEIRO da Ilha do Governador. Segundo pesquisas, dobrará o número de aves no local junto ao pescado, a poluição será maior, os engarrafamentos serão maiores e tudo isso será refletido ao longo da cidade, principalmente em relação aos voos.

Um ponto a ser destacado é o turismo, responsável por mais de 50% de arrecadação da cidade do Rio de Janeiro. A Ilha do Governador só tem uma entrada e uma saída, não tem capacidade para comportar tamanho empreendimento. Esse terminal pesqueiro por muito tempo funcionou na praça XV, depois foi para Niterói (Ilha da Conceição). Em Niterói, eles ficavam no antigo Sardinha 88, ao lado da empresa petrolífera, mas estão ameaçados de despejo.

Cálculos apontoam que serão em torno de 40 milhões de pessoas transitando durante os anos de 2014 e 2016. De acordo com o Deputado Paulo Ramos, a instalação do terminal pesqueiro na Ribeira, é absurda. "Sou completamente contra. É inviável tal empreendimento", afirma o deputado.

Diante de tal situação, se sair do papel a construção do terminal pesqueiro, os moradores da Ilha terão que se mudar. Em média 600 carretas e caminhões estarão circulando em horários alternados no local, e com isso, vem muita sujeira, a poluição, a prostituição e o desemprego para os moradores locais. O trânsito será afetado, o turismo, o meio ambiente, os moradores locais, o trafego aéreo, a economia, enfim todos os setores da cidade serão atingidos de alguma forma.

A área foi desapropriada em 19 de novembro de 2009. Em fevereiro de 2010, a 15ª Vara Federal concedeu a posse do terreno. Os 16 estabelecimentos que ocupam a área firmaram compromisso de sair até 30 de outubro deste ano.
Para o comerciante Márcio Martinho, 36 anos, que mora desde que nasceu no bairro, o empreendimento trará muitos transtornos. Nem o fato de possuir uma loja que vende frutos-do-mar na rua principal o convence a apoiar a iniciativa. "Imagina todo o pescado do Rio comercializado aqui? Vai piorar a entrada da Ilha”, aposta Márcio.

domingo, 25 de julho de 2010

O descaso perante um diploma

Por: Rafaela Grande de Sá Freire Torres - jornalista


Em 1999, entrei para o INSTITUTO METODISTA BENNETT, e lá cursei Direito até 2004. Infelizmente não terminei o curso e me transferi para outra instituição particular. O Bennett é uma faculdade particular, cara e reconhecida pelo MEC. Fiz amigos! Guardo bons e também péssimos momentos.


Em 2005, através de uma transferência comecei a cursar Comunicação Social / Jornalismo na Universidade Estácio de Sá. Também reconhecida pelo MEC e bem cara. Lá também fiz amigos e de fato encontrei o que eu gosto e quero fazer profissionalmente. Em 11 de setembro de 2009, enfim, minha colação de grau chegou. Um sonho realizado! Que nada, apenas um pesadelo começando.


De outubro de 2009 até os dias de hoje, ainda não possuo meu diploma universitário a que tenho direito. Através de vários requerimentos solicitando a expedição do mesmo, nada era alegado. Somente este ano é que fui informada pela Estácio que meu pedido havia sido indeferido devido a documentação pendente da outra faculdade. Ao saber da situação, quis resolver pessoalmente a questão, o que não foi possível, pois este documento é emitido entre as faculdades. Que absurdo! Fiquei de 2005 até 2009 na Estácio de Sá e ninguém foi capaz de fazer tal solicitação para que, ao final do curso, minha documentação estivesse regularizada e meu diploma fosse expedido. Até que, em 19 de abril de 2010, fui à secretaria da Estácio onde, enfim, me deram um documento “DECLARAÇÃO DE VAGA”, onde dizia que a respectiva guia de transferência a ser emitida pela instituição de origem deveria ir acompanhada do histórico oficial no PRAZO DE 20 DIAS ÚTEIS, a contar da data do pedido. O que não ocorreu! No mesmo dia à tarde fui até o Bennett entregar tal documento, para que pudessem agilizar o processo.


Bem, dia 20 de abril o Instituto Metodista Bennett recebeu a primeira solicitação da Estácio, e que reenviou com a resposta aguardada. De abril para julho não obtive resposta, mesmo enviando mensagens para a ouvidoria da Estácio e do Bennett. De onde conclui-se não servir para nada essa ouvidoria, ou melhor, não ter competência para solucionar qualquer problema. Dia 02 de junho fiz um requerimento solicitando com urgência a expedição do meu diploma. Dia 23 de junho obtive da funcionaria Aline que tinha sido indeferido, pois até a presente data nenhum documento referente a guia havia chegado na secretaria da Estácio. Dia 9 de julho de 2010, estava novamente na secretaria da Estácio de Sá para ter uma posição e me disseram que haviam feito uma segunda solicitação dia 8 de julho. Dia 14 de julho à tarde fui ao Bennett e lá me confirmaram as duas solicitações feitas pela Estácio. Deram-me uma copia do oficio de nº 0006/2010, onde diziam que o setor de registro expede para fins de prova junto a Estácio de Sá, o histórico em substituição da guia de transferência. Entretanto, que este ofício só seguiu para a Estácio dia 20 de julho. Desde então não tenho respostas.


A Estácio não recebe nenhum documento e meu diploma não é expedido. Conclusão: ambas as faculdades não têm qualquer respeito pelo aluno, a partir do momento em que esse aluno não significa mais aporte financeiro. Enquanto o aluno está pagando ele é importante. A partir do momento em que termina o curso (totalmente pago em ambas as instituições) e, portanto, não tem mais a obrigação de pagar, as instituições deixam de considerá-lo. É cristalina a má vontade de ambas as faculdades. Se os órgãos competentes (no caso as respectivas ouvidorias), são incapazes de resolver tal problema, só resta apelar para a J U S T I Ç A, e gritar aos quatro ventos as arbitrariedades que as faculdades impingem aos alunos.

sábado, 15 de maio de 2010

Projetos de despoluição ficam só no papel

Por Rafaela Torres


Os projetos para a recuperação da Baía de Guanabara são antigos e infelizmente continuam no papel. A Baia é muito heterogênea com regiões mortas e outras ainda vivas. A praia de Botafogo, por exemplo, fica próxima à boca da Baia e por isso tem grande influência das águas costeiras que entram com a maré. Os aterros, feitos ao longo dos anos, prejudicaram muito a circulação dentro da Baia. Na região da Ilha do Fundão, não há renovação de água e o assoreamento do Canal do Cunha foi acelerado, fechando assim uma das vias de circulação de água. Quanto mais próximo das favelas, maior é a quantidade de lixo acumulado. Além de caracterizar uma agressão ao meio ambiente, a poluição crítica também põe em risco a navegação na baía.
- Danificou várias embarcações nossas, e a gente tem prejuízo com isso. Também não dá para trabalhar com a poluição do fundo do mar - conta o pescador Adriano Freitas.

Uma operação da Secretaria Estadual do Ambiente retirou da Baía de Guanabara 280 kg de lixo flutuante. Além de deixar as águas mais limpas, a medida também é para dar mais segurança no trajeto das embarcações de passageiros.
- Estamos ampliando esse trabalho que nós já fazíamos nas eco-barreiras dos rios que afluem para a Baía de Guanabara. Além disso, fazemos essa coleta no trajeto das barcas, nos pontos de maior concentração de lixo - informou a secretária Marilene Ramos.

A situação da Baía de Guanabara é bastante complexa tendo em vista que recebe parte do lixo produzido em 16 municípios e essa poluição ainda aumenta o risco de acidentes. Por isso, três barcos começaram a recolher a sujeira da água.
- Toda essa poluição põe em risco a navegação na Baía - comenta Adriano Freitas, de 27 anos e desde os 15 vive da pesca.

No caso particular da praia de Botafogo, ainda é necessário considerar a poluição crônica por óleo já que tem atividade marinha.
- Que não se lance lixo ou que a gente consiga reter o lixo nos rios e canais. Isso resolve o problema do lixo na Baía de Guanabara - afirma o oceanógrafo David Zee.


A Baia de Guanabara é um dos ambientes mais degradados do país, tanto do ponto de vista ambiental quanto social, em razão de um processo de destruição, que se acentuou com o modelo de desenvolvimento urbano industrial, atualmente com sua roupagem neoliberal.


Apesar do crescimento populacional nas últimas décadas, o Estado deixou de investir em saneamento básico, provocando graves problemas sanitários e de abastecimento de água. O prazo para uma efetiva recuperação da Baia, que se dará em décadas, será proporcional ao aporte de recursos, desenvolvimento de projetos e do engajamento dos diversos agentes governamentais.

O Dia Mundial da Água foi bom para refletirmos sobre o futuro sombrio em nosso planeta. Com as praias contaminadas, qualquer pessoa pode pegar verminoses, micoses, fungos e bactérias como a da cólera. É nas areias e praias da cidade que o perigo tem sido mais imediato.

Os abraços se multiplicaram pela despoluição das praias de Ramos e de Botafogo, das lagoas Rodrigo de Freitas e da Barra da Tijuca. Com essa atitude mostrou-se que o governo estadual não aplicou em 1999 e até junho de 2000 um centavo sequer em investimentos ambientais. Dos R$ 80 milhões previstos para os órgãos ambientais, R$ 4 milhões foram empenhados ou liquidados em gastos com administração e pessoal. Um verdadeiro absurdo, demonstrando o absoluto desinteresse da classe política para a solução do problema.

As verbas ambientais foram desviadas em 1999 para pavimentar estradas. Os órgãos ambientais vivem desaparelhados, à míngua de recursos, e as agressões ao meio ambiente se avolumam. O abraço da praia de Botafogo resultou em uma audiência pública na ALERJ para debater soluções para a sua despoluição, com a participação do presidente da CEDAE e da presidente da Associação de Moradores de Botafogo.
- Esse é um trabalho permanente e que nós, à medida que formos avaliando os resultados positivos dessa operação, vamos conseguir novas parcerias para ampliar - comenta Marilene Ramos, secretária estadual do Ambiente.

O ambientalista Sérgio Ricardo diz que o esgoto de quatro bairros da Zona Sul está indo direto para o mar.
- O esgoto é lançado nas praias da Zona Sul e no interior da baía. Para o banhista, é um crime contra a saúde pública - alerta o ambientalista.

A funcionária pública Clariza Cozzolino diz que, além dos esgotos domésticos e industriais, os navios também contribuem com a sujeira.
- Quando eu ia pescar com o meu marido, os navios entravam e abriam alguma comporta de cozinha, não sei se dos banheiros também, mas era laranja boiando, sacos de leite.


Não faltam exemplos cristalinos que o problema é grave e preocupa, senão a classe política mandante, os habitantes da cidade diretamente atingidos pela poluição que, com certeza, continuarão a exigir, cada vez mais, a presença das autoridades para apresentar soluções concretas e viáveis.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Bairro de classe média sofre com a falta de vagas

Falta de estacionamento em mercados incomoda moradores

Por Rafaela Torres

O Bairro de Laranjeiras faz limite com Catete, Flamengo, Santa Tereza, Cosme Velho e Botafogo. Com todo o crescimento, esqueceram das necessidades dos moradores, pois não possui supermercado com estacionamento suficiente. A Prefeitura poderia dar maior atenção a esse Bairro tão peculiar do Rio de Janeiro, atendendo às reclamações existentes. Com a escassez de vagas, as calçadas viram obstáculos, pois os carros param em lugares proibidos. Dentre eles, destacamos o supermercado PRINCESA e o MERCADEZ, ambos situados na Rua das Laranjeiras e o MUNDIAL, situado na Rua Voluntários da Pátria, 24 em Botafogo. Quem o freqüenta afirma que o estacionamento é ruim, o mercado é pequeno, as pessoas são mal educadas. Os funcionários são educados na maioria das vezes. Após o incêndio, os responsáveis pelo Mundial resolveram reorganizar o local para melhorar o atendimento.

“As pessoas se atropelam e ninguém tem paciência”, afirma Sra.Martha Grande Pousa, aposentada e moradora da Rua São Clemente em Botafogo. É freqüentado, na maioria das vezes por idosos, mas aos domingos torna – se um programa familiar com direito, entre outros, a carrinho de criança pelos corredores bastante estreitos.

“O Mundial é bom, os preços são em conta, diariamente é feito promoção relâmpago, encontra – se limpo, e os funcionários são educados, afirma a costureira mineira e moradora do morro Dona Marta Sra. Adelaide dos Santos”.

No SUPERMERCADO PRINCESA, situado na Rua das Laranjeiras, 218, de porte médio, é limpo, claro, sempre tem ofertas e boas promoções, preços atrativos, mas não possui estacionamento, tornando difícil a vida de quem o freqüenta. “Atualmente isso é fundamental para quem faz compras, e como tem sempre bons preços e a qualidade é boa, o mercado diariamente fica cheio”, comenta o consultor jurídico José Guilherme da Costa.

Já no SUPERMERCADO MERCADEZ, situado na Rua das Laranjeiras, 251 de tamanho médio, caro, geralmente encontra – se vazio, atende aos moradores locais, não trabalha com ofertas e não tem estacionamento para os clientes. Quem o freqüenta, deve pesquisar bem, pois alguns produtos não têm preço. É organizado, mas nem todos os funcionários são bem educados. Alguns dão à impressão de estar ali por obrigação. De acordo com um dos funcionários que não se identificou o supermercado “Mercadez é um armazém que cresceu. O legal é que todos se conhecem de longa data como se estivessem no Rio Antigo”, acrescenta o funcionário.